Os tempos mudaram e o que foi ensinado aos nossos pais já não é válido.
Quando sua mãe tinha 15 anos ela já era casada, quando fez 18 você já havia nascido e ela vivia pela sua família.
Hoje, uma mulher pensa mil vezes antes de entrar em uma relação, duas mil vezes antes de engravidar e três mil vezes antes de aceitar se casar.
Não que as mulheres mudaram, elas apenas começaram a expor mais suas opiniões que eram totalmente reprimidas. Que capacidade suprema a mulher do séc. XXI tem de fazer valer as suas vontades.
Pobres homens que tem que aceitar e conviver com essa mudança tão arrasadora e destruidora da sua espécie, antes dominante na natureza. Um homem escolhia a sua amada, conversava com os pais da mesma e convenhamos que ele não tinha tanto trabalho para conquistá-la.
A mulher na maioria das vezes se casava mais por vontade de sair de casa e ter o mínimo de liberdade do que pelo amor propriamente dito. Na contemporaneidade o amor já é banalizado, as relações se estabelecem virtualmente e você descobre que ama uma pessoa apenas porque se sente bem quando conversa com ela.
Depois de vários poetas, como Shakespeare, Vinicius de Moraes, Lispector, Caio Fernando Abreu tentarem decifrar o que é o amor, eis que surge essa definição reducionista do conceito – Amor seria “conhecer” uma pessoa e se sentir bem quando conversa com ela, ouvir a voz dela e achar a coisa mais doce e meiga do mundo. Como reduzimos o amor a tal ponto?
Amar, conviver, respeitar, aceitar é muito mais que isso, não há definição para o que é o amor, mas com certeza ele é um conjunto de sentimentos que duas pessoas vão sentir em comunhão. Não é só se sentir bem com a pessoa, às vezes você vai se sentir mal com a presença dela. Mulheres quando estão com a famosa e temida TPM não se sentem bem nem consigo mesmas, quanto mais com “o amor da sua vida”, mas elas esperam.
“O amor é paciente”. Essa talvez seja a alma do negocio e encontrar um amor requer paciência, o mundo digital nos oferece várias oportunidades de encontrar o príncipe ou a princesa encantados, lemos perfis; vemos do que a pessoa gosta; quantos anos ela tem... Mas as pessoas não são só um perfil, elas mudam a todo instante e muitas vezes elas escrevem em um perfil não o que são, mas o que querem ser.
Mulher do séc XXI se acalme, quando você menos procurar, vai aparecer alguém e se não aparecer é porque ele ainda está procurando alguém via google.
A única coisa que se pede da nossa sociedade é que ela seja capaz de lidar com o desespero.
2 comentários:
Vinicius de morais, LINSpector...
No mais, gostei das opiniões bem feministas...no bom sentido...abração!
Ismael
Obrigada! Mas é LISPECTOR mesmo..http://pt.wikipedia.org/wiki/Clarice_Lispector
Beijos!
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